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Atlético, mais um brasileiro contra todos os prognósticos

Era 19 de dezembro de 1971, quando o Atlético venceu o Botafogo por 1×0 no Maracanã e se sagrou campeão brasileiro daquele ano. As ruas de Belo Horizonte foram tomadas por seus fanáticos torcedores.

No entanto, o clube iniciava ali, um grande jejum de títulos importantes. Mais de 40 anos depois, os atleticanos puderam comemorar apenas campeonatos estaduais e duas Copas Conmebol.

O Galo montou bons times, mas na hora H, os troféus insistiam em escapar de Lourdes (sede administrativa do clube). Enquanto isso, o rival Cruzeiro colecionava títulos de expressão.

A história pode começar a mudar nessa quarta-feira, dia 17 de julho. O Internacional pode ser uma inspiração a mais. O clube gaúcho viveu uma boa fase na década de 70, com três títulos do Campeonato Brasileiro. Em 1992, ganharia a Copa do Brasil. Mas os gremistas não perdiam a oportunidade de ironizar: “De internacional, o Internacional não tem nada”.

Até que em 2006, o Colorado contratou Abel Braga. No currículo do técnico, somente alguns campeonatos estaduais. Era um clube sem muita projeção mundial treinado por um técnico com fama de “perdedor”. Não tinha como dar certo, previam os sabichões do futebol.

Internacional - Campeão Mundial de Clubes 2006

Internacional – Campeão Mundial de Clubes 2006

Contudo, o Internacional não apenas venceu a Libertadores, como chegou ao título mundial com vitória sobre o todo poderoso Barcelona. Era o início de uma nova era. Desde então, o clube foi campeão da Recopa (2007 e 2011), da Copa Sul-Americana (2008) e da Libertadores (2010).

Em 2011, o Atlético contratou Cuca. Assim como Abel Braga, também era tido como um técnico azarado. Após salvar o clube do rebaixamento em 2011, foi vice-campeão brasileiro em 2012. Agora tem a oportunidade de conquistar o maior título da história centenária do Galo.

Aqueles que disseram que Inter e Corinthians nunca venceriam a Libertadores terão a ousadia de apontar mais um “azarão”?

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Gabriel Godoy

Jornalista; frustrou-se na tentativa de ser um jogador profissional; peladeiro; apaixonado por futebol de campo, de rua, de botão, de vídeo-game...

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