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Hora de decisão: jogar a 1ª em casa é melhor

Eles voltaram. Em 2013, os clubes que disputam a Libertadores também participam da Copa do Brasil, o que não acontecia desde 2001. A segunda competição mais importante do país resgata o charme perdido nos últimos anos.

Cinco confrontos das oitavas-de-final reúnem clubes brasileiros acostumados a disputar a Série A. Como de praxe, as zebras que sempre aparecem nos torneios de mata-mata também conquistaram seus lugares nessa fase do torneio: Luverdense-MS, Nacional-AM e Salgueiro-PE.

Sete dos oito mandantes saíram vitoriosos do 1º jogo. O Vasco venceu o Nacional em Manaus e foi o único que fugiu à regra. Apesar de apenas Internacional e Botafogo terem conquistado sob seus domínios, a vantagem por mais de um gol de diferença, acredito que com exceção de Corinthians (pela disparidade técnica entre as equipes) e do próprio Vasco, aqueles que fizeram o confronto de ida em casa avançam às quartas-de-final da Copa do Brasil.

Ao contrário de grande parte dos especialistas e estudiosos do futebol, penso que fazer o primeiro jogo em casa é benéfico quando a competição qualifica o gol na casa do adversário. O empate sem gol na partida de ida não é um mau resultado para o mandante, que na volta joga praticamente por nova igualdade. 1×0 é muito bom. E 2×0 é goleada.

Para fundamentar a teoria acima, recorro às finais da própria Copa do Brasil. Foram 23 decisões, sendo que em 14 oportunidades, o 1º mandante levou a melhor. Desse cálculo, exclui-se a final de 2006 entre Flamengo e Vasco, já que ambos os jogos foram realizados no Maracanã e por isso não havia o critério do gol qualificado.

Mais uma curiosidade. Desde 2000, quando a Libertadores passou a ser disputada sob os moldes atuais (1º x 16º / 2º x 15º), que o melhor time da fase de grupos, aquele que “ganha” o direito de até a final jogar a 2ª partida em casa, não se tornava campeão. Em 2013, o Atlético-MG colocou fim a essa escrita.

E pra você: decidir em casa é realmente uma vantagem?

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Gabriel Godoy

Jornalista; frustrou-se na tentativa de ser um jogador profissional; peladeiro; apaixonado por futebol de campo, de rua, de botão, de vídeo-game...

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