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Copa América termina com título brasileiro, mas com muitos problemas

É campeão! Foi preciso esperar cinco anos para voltar a gritar as duas palavras preferidas da torcida brasileira. A Seleção Brasileira conquistou a Copa América 2019 após vencer o Peru por 3 a 1, na decisão disputada no Maracanã no último dia 7. A conquista foi muito comemorada por todos já que a equipe brasileira não vencia uma competição nacional desde 2013, quando faturou a Copa das Confederações.

Esse foi o nono título do Brasil na Copa América. A conquista alivia um pouco a cobrança em cima do time brasileiro, que vinha decepcionando nos últimos anos. Depois do 7 a 1 para a Alemanha na Copa 2014, nada mais deu certo para a equipe verde-amarela. Foram duas eliminações precoces nas Copas América de 2015 e 2016 e a derrota frustrante contra a Bélgica, nas quartas de final do Mundial da Rússia em 2018.

Com o caneco no armário, o técnico Tite terá mais tranquilidade para trabalhar a equipe visando a Copa 2022. De torneio oficial, a Seleção terá pela frente agora as Eliminatórias da Copa que iniciam em março de 2020 e a Copa América 2020, que será disputada entre junho e julho do ano que vem. O Brasil também estará na Copa das Confederações 2021, ainda sem data prevista.

É preciso melhorar

Apesar do título da Copa América, a Seleção Brasileira ainda precisa melhorar em alguns quesitos para enfrentar os europeus de igual para igual. O sistema de jogo do Brasil não funcionou em alguns momentos durante a competição. O meio-campo apresentou problemas com apenas Phillipe Coutinho na criação. A falta de Neymar ou outro jogador de qualidade no meio ajudaria o time a vencer partidas contra a Venezuela e Paraguai, por exemplo, que terminaram em 0 a 0.

Outro fator que pode ser corrigido é o posicionamento de Gabriel Jesus na Seleção. Jogando no lado direito, nessa Copa América ficou visível que o atleta está fora de posição. Quando trocou de posição com Roberto Firmino e atuou mais centralizado durante os jogos, marcou seus dois gols no torneio.

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(Gabriel Jesus comemora gol no Maracanã – Final Copa América 2019)

A Seleção também tem muitos pontos positivos como a melhor fase de Daniel Alves com a camisa da Seleção. Capitão da equipe, o baiano de 36 anos esbanjou qualidade técnica e foi eleito o melhor jogador do torneio. Sua presença na Copa 2022 ainda é uma incógnita, mas se continuar atuando deste jeito, estará na disputa do Catar.

O sistema defensivo também funcionou e trouxe segurança com Thiago Silva e Marquinhos, dupla do PSG. Na meta brasileira, outro destaque. Allison mostrou porque é considerado o melhor goleiro do mundo. Sofreu apenas um gol, de pênalti, na final da Copa América. O jogador é cogitado para a disputa do prêmio de melhor jogador da Fifa.

Outro destaque na Copa América é o atacante Everton Cebolinha. O jogador do Grêmio foi convocado nos últimos amistosos preparatórios para a competição sul-americana e conquistou o técnico Tite. Na competição, o atacante já brilhou com a camisa da Seleção. Ele entrou no segundo tempo e encaminhou o time para a vitória sobre a Bolívia. Depois disso, assumiu a titularidade e não decepcionou. Marcou um dos gols na vitória sobre o Peru, na final da competição. Valorizado após o torneio, Cebolinha é presença garantida nas próximas convocações da Seleção e provavelmente deverá ser tansferido para a Europa os próximos dias.

Os números da competição

A Copa América 2019 terminou com 60 gols em 26 partidas disputadas, uma média de 2,3 por jogo. É considerada a terceira pior nas dez edições da competição disputada neste formato. A Seleção Brasileira teve o ataque mais positivo com 13 gols marcados e a melhor defesa, com apenas um sofrido.

O artilheiro da competição foi Everton Cebolinha com 3 gols marcados, junto com Guerrero, do Peru, que também marcou três gols na competição. A maior goleada também é da Seleção, com os 5 a 0 sobre o Peru, ainda na fase de grupos.

Os problemas

Mas “nem tudo foram flores” na Copa América. Quem acompanhou a competição desde o início viu que diversos problemas acabaram prejudicando a imagem do torneio sul-americano.

Um dos mais evidentes foram os estádios vazios, sem público, desde a primeira rodada. A visível falta de interesse na Copa América tem um motivo óbvio: o preço dos ingressos. Os altos valores afastaram o torcedor das arenas. Para se ter uma ideia, mais de 100 mil pessoas assistiram aos jogos sem pagar. Foram 100.714 ingressos de cortesia distribuídos nas 23 partidas com informes financeiros divulgados pela organização da competição. Média de cerca de 4.300 entradas por jogo.

4 Paraguai 2 x 2 Catar - Copa América 2019
(Paraguai 2 x 2 Catar – Copa América 2019. Público pagante: 19.182 pessoas)

Essa foi a melhor maneira da organização preencher os espaços vazios. Segundo o Comitê organizador, a Copa América registrou uma média de 30 mil torcedores por jogo e uma arrecadação recorde de R$ 215 milhões. E por falar em renda, a competição registrou uma ótima arrecadação por causa dos ingressos caros. O jogo final, por exemplo, registrou um recorde de bilheteria de uma partida de futebol no Brasil: 28 milhões.

A Copa América 2019 também foi marcada pelos gramados ruins. Apesar dos jogos serem realizados em estádios “novos”, as condições dos palcos da competição estavam péssimas. Nem o Maracanã foi poupado. Após a conquista do título, Tite reclamou da condição do gramado.

O mais criticado foi a Arena do Grêmio. E não foi apenas os brasileiros que reclamaram não. Suárez, James Rodriguez e até Messi fizeram críticas pesadas com a organização brasileira. Problemas para serem corrigidos para as próximas competições.

Arbitragem e o VAR

O VAR fez sua estreia em uma competição sul-americana de seleções e foi muito utilizado nesta Copa América. No total, foram 24 verificações em 25 partidas, número maior que registrado na Copa do Mundo 2018, quando o árbitro de vídeo entrou em ação uma vez a cada três partidas.

Mesmo com o VAR, a arbitragem não conseguiu sair ilesa dos erros. Um dos mais graves aconteceu na final entre Brasil x Peru, quando o árbitro marcou pênalti após a bola bater na mão de Thiago Silva quando ele se apoiava para ficar em pé no gramado. O juiz Roberto Tobar chegou a verificar o lance no VAR, mas decidiu manter o pênalti. Em outros momentos, a arbitragem também foi criticada por não utilizar a ferramenta.

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(O árbitro Roberto Tobar marca pênalti para o Peru)

A Argentina reclamou formalmente de dois pênaltis não marcados na semifinal contra o Brasil – um de Arthur em Otamendi e um de Daniel Alves em Agüero. Os Hermanos pediram a verificação pelo VAR, mas o árbitro seguiu com o jogo. Depois do término da competição, o árbitro da partida, Roddy Zambrano, quebrou o silêncio e confirma que não houve erro e a penalidade não existiu nos dois lances.

Por Agência eMarket.

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