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Top 5 Curiosidades da Copa do Mundo de 30

Você é apaixonado por Copas do Mundo? Curte histórias curiosas do mundo do futebol? Seu lugar é aqui!

Confira o nosso Top 5 curiosidades da Copa do Mundo de 1930.

 

1) O peso das Olimpíadas e a escolha do país-sede

Um dos fatores que pesou na escolha do Uruguai como sede da Copa do Mundo de 1930 foi o desempenho da Seleção Celeste nas duas últimas Olimpíadas.

Empolgados com as medalhas de ouro nos Jogos de 1924 e 1928, os uruguaios não mediram esforços para sediar o evento. Insatisfeitos com a escolha da FIFA, mesmo com a boa vontade dos anfitriões, muitos países europeus abdicaram da disputa.

Obs: várias pessoas consideram o Uruguai tetracampeão mundial, já que até 1928, a Olimpíada era o principal torneio de futebol entre seleções. Prova disso, é que no escudo da AUF (Asociación Uruguaya de Fútbol) consta quatro estrelas alusivas aos títulos de 24, 28, 30 e 50.

 

2) A viagem

Em 1930, não havia linhas regulares de transporte aéreo entre Europa e América do Sul. Dessa maneira, o navio Conte Verde partiu de Gênova, no dia 20 de junho, com a delegação da Romênia. Na primeira parada, no sul da França, embarcaram a seleção local e a comitiva da FIFA. Em Barcelona, foi a vez da seleção belga subir no navio. No dia 2 de julho, no Rio de Janeiro, os brasileiros também pegaram carona.

Como a viagem era longa, sobretudo para os europeus, os jogadores faziam exercícios no próprio navio, mas sempre com certa desconfiança entre eles. Somente no dia 5 de julho, o Conte Verde desembarcou em Montevidéu.

Obs: a seleção da Iugoslávia optou em viajar em um navio-correio, separado das demais delegações. O espaço era mais reduzido – os atletas mantinham a forma apenas com ginástica – e a viagem foi mais longa, com saída no dia 17 de junho e chegada no dia 8 de julho.

 

3) Estádio Centenário

O Estádio Centenário, batizado em homenagem aos 100 anos do Uruguai, foi construído para a Copa do Mundo de 1930. A princípio foi projetado para receber 102 mil pessoas, mas para agilizar a construção da obra que já estava atrasada, a capacidade foi reduzida para 70 mil espectadores.

Essa mudança era realmente necessária, visto que o Centenário não ficou pronto a tempo hábil de receber os primeiros jogos realizados nos estádios Pocitos e Parque Central. No entanto, ao contrário de alguns prognósticos, foi entregue durante a fase de grupos, recebendo inclusive as semifinais e a final entre Uruguai e Argentina.

 

Seleção Brasileira (carioca) não passou da Fase de Grupos

Seleção Brasileira (carioca) não passou da Fase de Grupos

4) Seleção carioca

O Brasil já havia ganhado duas Copas Américas, em 1919 e 1922, e poderia ser colocado como uma das seleções favoritas a vencer aquele mundial.

Mas um imbróglio entre CBD (Confederação Brasileira de Desportos), com sede no Rio de Janeiro, e Apea (Associação Paulista de Esportes Atléticos), sediada em São Paulo culminou em uma grande perda para a seleção brasileira.

Somente jogadores que atuavam por clubes cariocas foram convocados para representar o Brasil na Copa do Mundo de 1930.

Obs: a exceção fica por conta de Araken Patusca, sem renovar com o Santos e por isso sem vínculo com a Apea, o jogador assinou um contrato-fantasma com o Flamengo para disputar o Mundial.

Obs 2: Reza a lenda que a rivalidade entre cariocas e paulistas foi tão descabida, que uma multidão reuniu-se em frente a jornais de São Paulo para comemorar a derrota e a eliminação do Brasil para a Iugoslávia.

 

5) Manco

Esse era o apelido de Hector Castro, autor do 1º gol do Estádio Centenário e do título do Uruguai na Copa do Mundo de 1930.

“Manco”, em espanhol, significa maneta. O atacante uruguaio perdeu a mão direita em um acidente com a serra elétrica quando ainda era criança e trabalhava como auxiliar de carpinteiro.

 

Fonte: O mundo das Copas, de Lycio Vellozo Ribas

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Gabriel Godoy

Jornalista; frustrou-se na tentativa de ser um jogador profissional; peladeiro; apaixonado por futebol de campo, de rua, de botão, de vídeo-game...

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