Nobby Styles of Manchester United

10 NOVAS REGRAS PARA O FUTEBOL

Uma partida sem bandeirinhas. Disputa por pênaltis antes da prorrogação. Jogo mais justo e emocionante! Conheça as 10 novas regras para o futebol!

Você já ouviu as frases: “Meu time foi prejudicado pelo regulamento!”, “Completamente impedido juiz!”, “Antijogo, assim não dá!” ou “Pênalti é loteria”! Bom, tudo nesse mundo encontra-se em constante evolução. E as regras do futebol?

O jogo ficou mais rápido. Muito mais rápido. O espetáculo virou negócio, os estádios tornaram-se arenas, a bola mudou, as chuteiras ficaram coloridas, telões e tira-teimas para todo lado, transmissões em HD, FullHD, Blu-Ray, 3D, 4K, 5XYZ. O torcedor virou sócio-torcedor, a cerveja voltou. A violência continua presente. Essa última bem que poderia acompanhar todas essas mudanças. O Relatório Taylor, que entre outras coisas originou a Premier League na Inglaterra em 1992, deu uma ótima dica, que continua valendo: 90% da violência no futebol acontece fora dos estádios até 30 km de distância. No Brasil é a mesma coisa. Mas isso é pauta para outro post.

Voltando às regras do Futebol. Elas continuam enraizadas na primeira metade do século XX. Não acompanharam a evolução do jogo. Nem de perto. Um erro da arbitragem vale muito mais hoje do que antigamente. Não em relação à paixão do torcedor, mas em relação aos investimentos por parte de todos: marcas, clubes, patrocinadores, federações, e claro, do próprio torcedor, que paga cada vez mais caro para presenciar o espetáculo.

Pensando em tudo isso e dedicando um bom tempo da minha vida ao Projeto Futbox, gostaria de compartilhar algumas sugestões para o jogo. Sem a pretensão de ser a salvação da lavoura ou o rei da cocada preta, mas com o intuito de provocar a discussão sobre as regras do futebol e colaborar sempre para a evolução do espetáculo, onde o torcedor é o ativo principal no mercado do futebol. Importante lembrarmos: todo jogador foi antes torcedor.

Portanto, sem mais delongas, vamos às 10 sugestões!

1ª) Empates em 0×0: zero ponto para ambos os times. Um ponto seria creditado apenas para empates com gols. Se uma partida terminasse 0×0, os dois times não pontuariam na rodada, por exemplo, num campeonato de pontos corridos. Elevaria o nivel tático do jogo. Consequentemente, o nível técnico dos nossos treinadores;

2ª) Limite de 5 substituições incluído o goleiro. Como já foi dito o jogo está muito mais rápido, e com isso o desgaste é muito maior. Quanto mais cansado menos técnica um jogador vai apresentar em campo, além do fato das lesões, pois o jogo está mais intenso do que nunca;

Fluminense v Bahia - Brazilian Series A 2013

BR 2013 Salvador, Fonte Nova: Bahia vs Fluminense.

3ª) Limite de 5 faltas por jogador em uma única partida. O jogador que cometesse cinco faltas na mesma partida seria excluído do jogo em questão (mesmo procedimento do basquete), mas estaria habilitado para disputar a próxima partida, ao não ser que nessa quinta falta ele levasse um cartão vermelho;

4ª) Impedimento somente antes do meio de campo. O impedimento seria marcado somente a partir da bola lançada no campo de defesa do time que a detém. Após transpor a linha do meio de campo, o impedimento ficaria anulado automaticamente.

A origem dessa regra está ligada à implementação das táticas do jogo no final do século XIX, quando o futebol se desassociou do Rugby. Para quem não sabe foi uma discordância nas regras entre os códigos Cambridge, Sheffield e Rugby em 1863 que levaram alguns clubes a fundar o que seria a FA (The Football Association), reguladora das regras do futebol até hoje.

Essa regra, inclusive, mereceu um estudo à parte. Você pode conferir no post: “As novas demarcações do campo de futebol“.

5ª) Duração da partida: 70 minutos com cronômetro. A duração de cada tempo seria de 35 minutos com o cronômetro parando sempre que a bola saísse, ou quando fosse marcada uma falta. E claro, o intervalo de 15 minutos entre os dois tempos permaneceria. Isso resolveria a “catimba” e o antijogo. Futebol é para jogar e teríamos 70 minutos de bola rolando! Para se ter uma ideia o tempo médio de bola rolando hoje no Brasileirão é de 54 minutos. Ou seja, 36 minutos de bola parada;

6ª) Jogos eliminatórios: disputa por pênaltis antes da prorrogação. Para uma partida que terminasse empatada no tempo regulamentar (2 tempos de 35 minutos cronometrados), seria aplicada a disputa por pênaltis para definir qual time jogaria pelo empate na prorrogação. Isso preservaria a essência do jogo: futebol é coletivo e disputado em um tempo pré-determinado, além de ser mais uma possibilidade de vitória para o time que “buscou” mais o jogo;

European Cup Final

Copa dos Campeões 1984: Roma vs Liverpool. Disputa por pênaltis. Estádio Olimpico.

7ª) Gol marcado “fora” (casa do adversário). Aqui seriam duas possibilidades para melhorar a questão do gol (des)qualificado:

Primeira: eliminaria a vantagem do time que marcasse gols no campo do adversário caso o confronto terminasse empatado no saldo de gols (jogos de ida e volta). Partidas com a mesma diferença de gols (10×3 e 7×0), por exemplo, onde o resultado final do confronto seria 10×10, aplicar-se-ia a sugestão acima para jogos eliminatórios. O que vem acontecendo há algum tempo é o time jogar num esquema exageradamente defensivo em seu estádio, ou seja, diante da sua torcida. O que é geralmente frustrante para quem gosta de comemorar gols. Lembrando: o objetivo do jogo é marcar gols e não evitá-los;

Segunda: prefiro a possibilidade acima, mas poderíamos aplicar esta também: o número de gols marcados pelo mandante valeria como desempate. Exatamente o contrário do que existe hoje. O time que marcasse mais gols diante da sua torcida avançaria na competição caso o resultado final do confronto terminasse empatado no saldo de gols. Exemplo: 10×3 e 7×0 = 10×10. Classificaria o time mandante que marcou 10 gols diante da sua torcida.

Na verdade esse gol (des)qualificado, como existe hoje, nada mais é do que uma solução equivocada para minimizar o excesso de jogos numa temporada com um calendário tão conturbado. (Veja as propostas para o novo calendário do futebol brasileiro AQUI).

8ª) Sequência de cartões amarelos. Sequência de 3 cartões amarelos para um mesmo jogador, em partidas distintas, eliminaria esse jogador do próximo jogo, como acontece hoje. Agora, uma nova sequência de 3 cartões amarelos para o mesmo jogador o suspenderia por dois jogos automaticamente, e assim por diante: novas sequências de cartões amarelos, suspensões de 3, 4, 5… partidas. O objetivo é aumentar o nível técnico de jogadores e treinadores. Sempre. Aprimorar o jeito de jogar bola e de enxergar o jogo. A falta é um recurso, não uma estratégia;

9ª) Cartões vermelhos. Suspenderia o jogador infrator por 2 jogos sequenciais automaticamente. A suspensão estaria sujeita ainda à análise por parte da entidade organizadora do campeonato após a partida. Poderiam ser acrescidos mais jogos de suspensão ou até mesmo a exclusão do jogador expulso da competição após essa análise;

GERMANY V BOLIVIA

Copa do Mundo 1994. Bolívia vs Alemanha: expulsão de Marco ETCHEVERRY.

10ª) Bandeirinhas retirados das laterais do campo. Os bandeirinhas ficariam em cabines para o acompanhamento dos lances através de aparelhos de TV e/ou telas de computador, iPad, iEtc e tal, e com comunicação direta com o árbitro. Esse continuaria presente em campo como autoridade máxima para aplicação das regras do jogo. “Ah! Mais isso não tem jeito de aplicar em todos os campos de futebol do mundo!” Então vamos aplicar onde tem jeito. Série A, por exemplo. Copas do Mundo, UEFA Champions League, Libertadores.

A retirada dos bandeirinhas das laterais do campo aumentaria consideravelmente a eficácia da arbitragem. Caso alguma irregularidade acontecesse na partida, como um impedimento (regra atual), mão na bola ou uma falta “cavada”, os bandeirinhas comunicariam essa eventual irregularidade ao árbitro que poderia invalidar o lance em questão, mesmo após a sua conclusão. Igual ao Rugby ou Futebol Americano, onde inclusive, os árbitros possuem microfones para que todos que estão assitindo à partida, no estádio ou pela TV, computador, etc, saibam o que ele marcou. Precisamos diminuir os erros no jogo de futebol. Já passou da hora!

Germany v Italy - UEFA EURO 2012 Semi Final

Copa das Confederações 2013: amarelo para Balotelli por tirar a camisa.

Pois bem, essas são as sugestões do Futbox em relação às regras do futebol. Concordou? Nada disso? Nos fale também as suas! O que vale aqui é a discussão para melhorar o jogo mais amado do planeta. Como está não dá mais. É muito erro e despreparo envolvendo muita paixão e muito dinheiro.

Com recursos financeiros bem aplicados e com a qualificação profissional dos gestores do futebol será possível aumentar os ativos que são comercializados atualmente no Brasil. Ao invés de vender o artista será possível vender o espetáculo, como fazem ingleses e alemães. E em breve, americanos e chineses. Quanto maior a satisfação do torcedor, maiores as possibilidades de novos negócios envolvendo o futebol.

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Adriano Ávila

A prova inquestionável que existe vida inteligente fora da Terra é que eles nunca tentaram contato com a gente.

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