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Inusitado

1) Massagista-herói: Série D do Campeonato Brasileiro 2013. Tupi-MG e Aparecidense-GO empatavam em 2×2 em Juiz de Fora, resultado que garantia o clube goiano nas quartas-de-final.

Aos 44′ do 2º tempo, Ademilson marcaria o gol da classificação do Tupi se não fosse o massagista Esquerdinha que invadiu o campo, tirou a bola em cima da linha e ainda defendeu o rebote. Os jogadores do clube mineiro partiram para cima de Esquerdinha que foi mais rápido e correu até o vestiário.

No entanto, a Justiça Desportiva eliminou o Aparecidense e puniu o massagista com 24 jogos de suspensão.

 

2) Gandula e 12ª jogadora: Botafogo e Vasco – Final da Taça Rio de 2012. Lateral para o Botafogo. Fernanda Maia, a gandula, entrega a bola rapidamente para Maicosuel. O jogador coloca a bola em jogo e aciona o contra-ataque que abriria o placar na vitória botafoguense de 3×1. Dias depois, a CBF anuncia um protocolo de procedimentos que obriga os gandulas a reporem a bola no chão ao invés de lançarem nas mãos dos jogadores.

 

3) Juizão-artilheiro: Campeonato Paulista de 1983. O Santos vencia o Palmeiras por 2×1 até os 46′ do 2º tempo quando José de Assis Aragão, o juiz da partida, marcou o gol de empate. É isso mesmo. Confira no vídeo:

 

4) Juizão cara-de-pau: Atlético e Botafogo disputavam um amistoso nos anos 40. Afonso, do Galo, e Santo Cristo, do Botafogo, brigavam pela reposição de um lateral. Quando perguntado pelo jogador atleticano de quem era a posse da bola, o árbitro da partida Alcebíades de Magalhães Dias não hesitou: “É nossa Afonso, a bola é nossa”. O lendário juiz ficou conhecido como Cidinho, Bola Nossa.

 

5) Torcedor e juiz: Campeonato Italiano 2011-12. Acréscimos de Udinese 1×0 Lazio. Como pede um bom roteiro de um jogo de futebol, a Lazio foi pra cima buscar o empate nos minutos finais. Quando a defesa da Udinese rebate a bola para o ataque, escuta-se o som de três apitos, característicos de encerramento de uma partida. Só que os apitos vieram das arquibancadas: um time para em campo, o outro não. Resultado final: Udinese 2×0 Lazio.

 

6) Perdão coletivo: Adriano Gabiru não era dos mais queridos pela torcida do Internacional, muito pelo contrário. Já Fernandão era e ainda é um dos grandes ídolos do Colorado. Mas o destino estava traçado. Final do Mundial de Clubes de 2006. 31′ do 2º tempo. Sai Fernandão, entra Gabiru. Seis minutos depois, ele faria o gol do título mundial do Inter, para muitos, o mais importante na história centenária do clube.

Como não podia ser diferente, o Inter programou uma festa no Beira-Rio para receber os campeões mundiais. Mais de 50 mil pessoas presentes. Os jogadores já estavam caminhando para os vestiários, quando a torcida em coro pediu para que Gabiru voltasse ao gramado. Ele voltou. E em massa, os colorados pediram perdão: “A-ha, U-hu, me perdoa Gabiru”.

 

7) Poça d’água salvadora: Você já ouviu falar do morrinho-artilheiro, o pavor dos goleiros, certo? Um dia a sorte mudaria de lado. Pasmem, mas o vídeo abaixo é de um jogo das Eliminatórias da Copa de 2014: Tonga x Ilhas Cook.

 

8) Ataque-animal: 22 jogadores e o trio de arbitragem deitados no chão. Um tanto quanto inusitado, não é mesmo?! Tudo isso, por conta de um ataque de abelhas. Mas descobri que não é tão inusitado assim. Digite no Youtube “ataque de abelhas no futebol” e se divirta com os vídeos!

 

9) Efeito-traíra: Mahgreb Fes e FAR Rabat decidem nos pênaltis uma vaga para as quartas-de-final da Taça do Marrocos. Khalid Askri, goleiro do Rabat, defende uma das cobranças, sai pra comemorar com a torcida, mas a bola pega efeito e entra no gol. No final, o time de Khalid Askri acabou eliminado.

 

10) Sheik intrometido: Pra fechar a lista, nada mais digno que um lance de Copa do Mundo. Fase de grupos, 1982, Espanha. A França vencia o Kuwait por 3×1 quando o atacante Girésse marcou o quarto gol francês. Os jogadores asiáticos alegaram que a arbitragem havia assinalado impedimento e por isso pararam na jogada – na verdade, o apito que confundiu os zagueiros foi soado da arquibancada do estádio (assim como no nº5).

Fahad Al-Sabah, então príncipe e presidente da Federação de Futebol do Kuwait, invadiu o campo para protestar com o árbitro soviético Miroslav Stupar, que surpreendentemente acatou as reclamações e anulou o gol. A seleção europeia ainda venceu a partida por 4×1. No dia seguinte, o Sheik fez acusações à FIFA e acabou punido em US$ 11 mil.

 

E você, lembra de mais algum lance inusitado do futebol?

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Gabriel Godoy

Jornalista; frustrou-se na tentativa de ser um jogador profissional; peladeiro; apaixonado por futebol de campo, de rua, de botão, de vídeo-game...

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