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Top 5 Curiosidades da Copa do Mundo de 1950

Em Copas do Mundo acontece de tudo. Arrogantes se dão mal. Países são penalizados e um outro é perdoado. Uma pátria sem chuteiras. E o início de uma superstição.

Veja o Top 5 Curiosidades da Copa do Mundo de 1950. Confira também casos curiosos das Copas de 1930, 1934 e 1938.

 

1) Sem concorrências para o país-sede

Brasil, Alemanha e Argentina eram fortes candidatos para sediar a Copa do Mundo de 1942. Porém, com a eclosão da II Guerra Mundial, o torneio foi cancelado e só voltaria a ser disputado em 1950.

A Alemanha estava destruída pela Guerra e sofreria sanções da FIFA (ver mais no item 3). A Argentina desistiu do páreo. Sem concorrências, a Copa do Mundo de 1950 veio de mão beijada para o Brasil.

Para receber o torneio, o país se mobilizou para a construção de estádios entre eles, o Mário Filho, o popular Maracanã. 500 mil sacos de cimento, seis empreiteiras, 4.500 operários. Nascia ali, o maior estádio do mundo, na época, com capacidade oficial para 155 mil pessoas. Na final, o Maracanã recebeu 199.854 espectadores. Destes, 173.850 pagaram ingressos.

 

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Inglaterra 0×1 EUA – arrogância inglesa foi castigada

2) A estreia dos (arrogantes) ingleses

Em 26 de outubro de 1963, nascia na Inglaterra a “The Football Association” que passou a organizar e sistematizar o futebol. A entidade foi a responsável por definir as regras do jogo, entre elas, o tamanho do campo, a bola, número de jogadores por equipe, tempo das partidas etc.

Apesar de existir em culturas antigas vários vestígios da prática de jogos de bola com os pés, a Inglaterra é considerada a pátria-mãe do futebol.

Isso era o combustível para que ingleses se proclamassem como os melhores no ramo. Com esse discurso, a Inglaterra abriu mão de disputar as três primeiras edições da Copa do Mundo. Não era preciso disputar o torneio para comprovar a superioridade britânica, garantiam.

A soberba foi castigada. Na Copa do Mundo de 1950, a Inglaterra estreou com vitória sobre o Chile. Mas ainda na 1ª fase, os ingleses foram derrotados pelos Estados Unidos por 1×0, no Independência, em Belo Horizonte. Para muitos, a maior zebra da história das Copas. Apesar do tropeço, a seleção inglesa ainda tinha chances de classificação, mas sofreu nova derrota, 1×0 para a Espanha no Maracanã, e deu adeus ao Mundial ainda na fase de grupos.

 

3) Punição ao Eixo, salve a Itália

Alemanha e Japão foram destituídos da FIFA como punição pela II Guerra Mundial. A Itália também estava entre os países do “Eixo”, porém, como reconhecimento ao esforço do dirigente Ottorino Barassi em esconder a “Taça Vitória das Asas de Ouro” ou “Taça Jules Rimet” durante todo o conflito, a Azurra foi perdoada e defendeu o seu título normalmente.

Anos antes da Copa do Mundo de 1950, a Itália era apontada como uma das principais favoritas. No entanto, em maio de 1949, os jogadores do Torino, a base da seleção italiana, foram vítimas de um acidente aéreo, episódio que ficou conhecido com a “Tragédia de Superga”. A Azurra , enfraquecida, se despediu com uma vitória e uma derrota.

 

4) Camisas numeradas e uma pátria sem chuteiras

Números nas camisas já haviam sido adotados nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 38 e em diversos jogos entre clubes, inclusive no Brasil. No entanto, a numeração apareceu em Copas apenas na edição de 1950, facilitando a identificação para narradores e torcedores.

Contudo, na contramão da modernidade, a Índia desistiu de participar da Copa do Mundo de 1950 por um dos motivos mais esdrúxulos que se pode imaginar. A seleção abriu mão da disputa ao descobrir que seus jogadores não poderiam atuar descalços. Bizarro, não?!

 

Brasil aposentou uniforme branco após o "Maracanazo"

Brasil aposentou uniforme branco após o “Maracanazo”

5) Uniforme aposentado

Vez ou outra, o Brasil era apontado como um dos favoritos para vencer a Copa do Mundo. Mas a façanha ainda não tinha sido alcançada. Em casa, com o apoio da torcida, seria a nossa vez. Ou não.

Brasil, Uruguai, Suécia e Espanha se classificaram para o quadrangular final. A última rodada colocava frente a frente os países sul-americanos, os únicos com chances matemáticas de título: os anfitriões com quatro pontos e os uruguaios com três (na época, vitória valia dois pontos e empate, um).

O Brasil jogava pelo empate e saiu na frente com um gol de Friaça já na etapa complementar. Mas o Uruguai virou a partida e conquistou seu segundo título mundial.

Após o revés, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) abandonou o uniforme branco, sob a alegação de que dava azar e adotou a camisa amarela e short azul, uma marca da seleção brasileira atual. O novo kit foi escolhido em concurso realizado no jornal Correio da Manhã, do Rio de Janeiro. O público escolheu o uniforme desenhado por Aldyr Garcia Schlee, de 19 anos.

 

Fonte: O mundo das Copas, de Lycio Vellozo Ribas

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Gabriel Godoy

Jornalista; frustrou-se na tentativa de ser um jogador profissional; peladeiro; apaixonado por futebol de campo, de rua, de botão, de vídeo-game...

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