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Jogadores se unem e eu apoio

Você já imaginou o quanto você renderia mais no seu trabalho se tivesse melhores condições?
Se fosse possível dormir sossegado e se tivesse todas as ferramentas necessárias para produzir mais, sua vida profissional não poderia ser melhor?
Não é meio lógico que trabalhando sem parar você perde a chance de se atualizar e corre mais riscos de ficar doente ou aborrecido?
Estou certo de que é possível render/produzir mais se não me sentir esfolado.
O movimento pela dignidade do calendário brasileiro deve ser visto com a mesma lógica da usada na sua condição de trabalho.
É certo que mesmo submetidos a um calendário insensível os times brasileiros ainda conquistam a Libertadores e dão espaço para jovens jogadores, mas a pergunta que me incomoda é: por quanto tempo? A que preço?
Se o calendário oferecesse qualidade de pré-temporada o que nossos clubes poderiam fazer?
Se todos os jogadores conseguissem ter boas preparações?
E se a todos os técnicos fosse dado o direito de concluirem seus planejamentos?
Não seria interessante para os clubes se eles tivessem pré-temporada nas mesmas datas dos gigantes europeus?
Os torneios de verão (verão europeu) não poderiam ter a participação de brasileiros, argentinos, ingleses e por aí vai?
Repito o velho sermão de muitos companheiros comentaristas: não sou contra os estaduais, mas é preciso repensar o número de datas destinadas a eles.
E o que falar sobre a CBF?
É certo ver os clubes perdendo jogos importantes do Brasileiro enquanto seus ídolos estão em amistosos pelo mundo?
Será mesmo impossível paralisar o campeonato brasileiro nas datas FIFA?
Mas a CBF além de não parar o Brasileirão ainda marca o Superclássico…
Os atletas que tiveram a coragem de se manifestar não precisam da fama de revolucionários.
O que dizer a respeito de um Alex, um Paulo André, de Diego Cavalieri, Victor, Dedé, Jádson, Léo Moura e tantos outros?
São jogadores campeões do mundo como Rogério Ceni e Gilberto Silva.
Jogadores com reputação, com respeito.
Se eles pedem a palavra, eu quero ouvir.
É chegada a hora de a CBF ceder, a televisão ceder e de as federações cederem
A questão ainda não é de sobrevivência do nosso futebol, mas sim pela possibilidade de um futebol bem melhor.
Se eles falam, eu respeito.

Texto originalmente publicado em 24/09/13 no Blog do Marra (veja aqui o post original).

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Mário Marra

Jornalista. Comentarista da Rádio CBN desde 2000.
É consumidor, ouvinte, telespectador, usuário, dependente, apaixonado, interessado, curioso, crítico e refém do futebol.
Admirador de Pelé e Maradona, do Brasil e da Argentina e das discussões sobre eles.
Torce por todas as seleções e times que mostrem algo além de “jogar bola”.
www.blogdomarra.com

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