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Top 5 Curiosidades da Copa do Mundo de 78

Golpe militar. Estrelas dizem “não” a Copa. Gol 1000. Time amador entra para a história dos mundiais. Grito engasgado.

Leia o Top 5 Curiosidades da Copa do Mundo de 78. Confira também no Blog do Futbox os posts das Copas de 1930 a 1974.

 

1) Caos às vésperas da Copa

Em 1930, o Uruguai foi escolhido como sede da 1ª Copa do Mundo. A Argentina era uma das concorrentes e se candidatou para receber o Mundial também em 1938, 1962 e 1970, sendo derrotada em todas ocasiões. Somente em 1966, a FIFA cedeu à insistência e anunciou o país como a sede de 1978. No entanto, dois anos antes, um golpe militar destituiu do poder, Isabelita Perón. Inconformados com a repressão militar, o povo reagiu e o país viveu um período bastante delicado com o desaparecimento de milhares de pessoas.

Algumas seleções classificadas ameaçavam boicotar o Mundial da Argentina, que vivia a ditadura com prisões, tortura e assassinatos de opositores do governo. Mesmo assim, João Havelange, presidente eleito da FIFA em 1974, resistiu à pressão e confirmou a Copa do Mundo para o país sul-americano.

 

2) Craques de fora

O boicote das seleções não passou de ameaça. Mas dois craques se negaram a disputar a Copa do Mundo da Argentina: o alemão Paul Breitner e o holandês Johan Cruyff que alegaram questões morais para não participar do torneio.

Algumas pessoas garantem que o caso de Cruyff nada tinha a ver com assuntos políticos, mas sim pelo fato de a premiação ser aquém da que o craque esperava.

 

3) Gol 1000

Holanda e Escócia se enfrentaram pela 1ª fase da Copa de 78. Apesar de os escoceses vencerem a partida (3×2), quem entrou de vez para a história do futebol foi o holandês Rob Rensenbrink que marcou o milésimo gol de Copas do Mundo ao converter uma penalidade em favor da Laranja Mecânica.

 

4) Hungria x Kimberley

França e Hungria se enfrentaram pela 1ª fase do torneio. Na ocasião, as duas seleções entraram em campo com camisa branca. Um sorteio definiu quem deveria trocar de uniforme. Os franceses perderam e como não tinham trazido camisa reserva, foram obrigados a jogar com camisa verde e branca emprestada pelo C.A. Kimberley, clube amador da Argentina.

 

5) Soltando o grito

Pela 2ª vez consecutiva, a Holanda chegava a uma final de Copa do Mundo. A base da seleção vice-campeã foi mantida, apesar da ausência do craque Johan Cruyff.

O adversário era a anfitriã Argentina que contava com o talento de Mário Kempes. O atacante abriu o placar ainda no 1º tempo, mas viu sua seleção sofrer o empate com um gol de Nanninga na etapa complementar.

O jogo foi para a prorrogação e Kempes brilhou mais uma vez. Com outro e gol e uma assistência foi o destaque da partida: 3×1 Argentina. A torcida local finalmente comemorou o 1º título do país em Copas do Mundo. O grito de campeão estava engasgado desde 1930, quando os argentinos perderam a decisão para o Uruguai.

 

Fonte: O mundo das Copas, de Lycio Vellozo Ribas

Categorias: Opinião / SeleçõesPágina inicial

Gabriel Godoy

Jornalista; frustrou-se na tentativa de ser um jogador profissional; peladeiro; apaixonado por futebol de campo, de rua, de botão, de vídeo-game...

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