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Top 5 Curiosidades da Copa do Mundo de 90

Tradição no futebol. Camarões de Milla. Costa Rica é Juventus. Paredão italiano. O troco alemão.

Leia o Top 5 Curiosidades da Copa do Mundo de 90. Confira no Blog do Futbox, os “causos”, números e histórias das Copas de 1930 a 1986.

 

1) Calcio em alta

A Itália alcançou seu terceiro título de Copas do Mundo em 1982. Nos anos seguintes, craques do futebol internacional debandaram para clubes italianos, entre eles, Maradona (Napoli), Platini (Juventus) e Zico (Udinese). Dessa modo, o Calcio passou a ser considerado o melhor campeonato nacional do planeta e os políticos viam nesse cenário, uma boa oportunidade em sediar o Mundial de 1990.

A candidatura foi oficializada em 1983 e diversos países europeus estavam no páreo. A princípio, havia uma certa rejeição da FIFA em repetir o país-sede e como a Itália já havia recebido a Copa de 1934, as chances pareciam remotas. Ainda em 1983, com a desistência da Colômbia em receber o Mundial de 1986 e a homologação do México, sede do torneio em 1970, as possibilidades aumentaram. A decisão saiu em 1984: a União Soviética era a principal concorrente, mas a popularidade e a tradição do futebol italiano, pesou na escolha da FIFA.

 

2) Sensação africana

A sensação da primeira fase foi a seleção camaronesa, líder de seu grupo e que enfrentaria a Colômbia nas oitavas-de-final. O atacante Roger Milla foi o destaque da partida. Na prorrogação fez dois gols, um deles ao roubar a bola do lendário goleiro René Higuita. Camarões foi a primeira seleção africana a se classificar para as quartas-de-final da Copa do Mundo, sendo derrotada para a Inglaterra, também na prorrogação.

 

3) Homenagem

Para ganhar a simpatia dos torcedores da Juventus, dono da maior torcida do Itália, a Costa Rica atuou nas partidas contra Brasil (derrota por 1×0) e Suécia (vitória por 2×1) com uniforme alvinegro listrado verticalmente. Os resultados garantiram a seleção nas oitavas-de-final, mas os costarriquenhos, com o uniforme tradicional, foram eliminados com goleada: 4×1 para a Tchecoslováquia.

 

4) Retranca

O goleiro italiano Walter Zenga estabeleceu o recorde de 517 minutos sem tomar gol em Copas do Mundo. A invencibilidade só seria quebrada pelo atacante Caniggia aos 22 minutos do 2º tempo do empate em 1×1 entre Argentina e Itália válido pela semifinal do Mundial de 90. Os sul-americanos levaram a melhor nos pênaltis e a Azurra dava adeus ao sonho de conquistar seu quarto título do mundial e o segundo em casa.

 

5) Revanche

Pela primeira vez, uma final de Copa do Mundo seria repetida. E em sequência. Era a chance de os alemães vingarem a derrota para os argentinos na decisão de 1986. Quando tudo indicava que a partida iria para a prorrogação, Rudi Völler sofreu pênalti, que foi convertido por Andreas Brehme, aos 40 minutos da etapa complementar. A Alemanha Ocidental se igualava ao Brasil e Itália com três títulos mundiais. Franz Beckenbauer repetiu a façanha de Zagallo, campeão do mundo como jogador e treinador. Por fim, foi uma espécie de homenagem simbólica ao país que seria reunificado meses depois.

 

Fonte: O mundo das Copas, de Lycio Vellozo Ribas

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Gabriel Godoy

Jornalista; frustrou-se na tentativa de ser um jogador profissional; peladeiro; apaixonado por futebol de campo, de rua, de botão, de vídeo-game...

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