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Lugar de mulher é no campo! É onde ela quiser!

Finalmente dá pra dizer que o Futebol Feminino começa a decolar. Após anos de predominância masculina em um dos esportes que menos incluiu mulheres, ligas, equipes, federações, público, imprensa e patrocinadores passam a dar espaço para que se valorize esse viés.

Antes realizados como jogos preliminares em competições masculinas, agora as partidas das mulheres empolgam e lotam os estádios de futebol. No ano de 2018 a Fox Sports, TV por assinatura com presença em vários países, transmitiu a Libertadores para Mulheres. Nos Jogos Olímpicos de 2016, a Seleção Brasileira levou muito mais fãs ao Maracanã que o time comandado por Neymar. As mudanças são nítidas.

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Atletico Huila (COL) campeão da Libertadores 2018 após vencer o Santos

Sobre isso, a camisa 10 e maior ídolo da modalidade, Marta, comentou em entrevista coletiva, com lágrimas nos olhos: “A gente trabalha para ganhar títulos, algo nítido, oportunidades, mas voltar aqui na Granja e ver como tudo mudou, ver que realmente nossa modalidade está crescendo, não é uma coisa que acontece de um dia para o outro. Para nós que estamos voltadas para essa luta, isso é muito melhor que um título”, admitiu.

A brasileira foi eleita por seis vezes a melhor jogadora do mundo e diz que está preparada para a disputa da Copa do Mundo mais uma vez pelo Brasil – para quem sabe, levantar a taça: “Mas o Messi não entrou na história do futebol? Pelo que me lembro, não conquistou Copa do Mundo. Isso é do brasileiro, que cobra muito, principalmente no futebol. Tem que entrar para ganhar, não pode entrar para competir. E não é por que não ganhou que não deixa seu nome na história.”

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2011: Marta comemora gol contra Noruega. Copa do Mundo, fase de grupos. Foto: Globoesporte

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2018: Marta eleita Melhor do Mundo pela sexta vez. Foto: El País

O Brasil jogará a competição em Junho, na França e terá como adversárias no Grupo C as atletas da Itália, Jamaica e Austrália. Em entrevista na Granja Comary, Marta comentou sobre a disputa: “O adversário mais difícil (da fase de grupos) é a Austrália. Sempre fez jogos difíceis com a gente. A Itália é estilo europeu, bate muito. A Jamaica é a equipe que tenho menos informação. Mas é focar na nossa equipe, estar bem. Esse período de treinos é importantíssimo”, completou.

A Seleção Brasileira não figura como favorita neste ano segundo o site de apostas Betway. Para os apostadores, as americanas devem ficar com o título. Cada aposta paga 4,50 por acerto (dados extraídos no dia 4 de abril de 2019).

Pela primeira vez na história a Copa do Mundo Feminina será transmitida na TV Aberta pela Rede Globo. Em acordo com a Fifa, que organiza o torneio, a emissora brasileira transmitirá os jogos do Brasil enquanto o canal por assinatura do mesmo grupo, SporTV, deve passar todos os jogos. O campeonato existe desde 1991 e assim como o torneio dos homens, acontece de quatro em quatro anos.

Uma das maiores defensoras do futebol feminino, a ex-goleira americana Hope Solo fez um alerta sobre a proximidade da competição. Em entrevista a um site dos Estados Unidos, a estrela falou que “Não adianta esquecer o futebol feminino após a Copa 2019. Tenho certeza que será um sucesso mas não podemos mais ver homens e mulheres pararem de falar sobre nossos problemas no fim de tudo”, confessou frustrada.

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Hope Solo em 2016 pelo Seattle Reign FC

As americanas são sempre favoritas na disputa e isso é sintomático da estrutura de ensino no país. Desde cedo, ainda em idade escolar, há um grande incentivo para a prática de esporte com recursos estruturados. Muitas jovens recebem bolsas de estudo para defender as cores de universidades no início da vida adulta e a Liga Profissional do país é uma das mais disputadas.

Mesmo assim, a ex-goleira é contra que haja uma disputa do torneio em solo americano em 2026: “Isso não ajuda o futebol daqui. Precisamos de mais organização nas ligas, com rebaixamento e promoção entre elas. Fora que, pessoas ricas estão comprando times, ficando mais ricas e enganando a todos”, afirmou.

A Copa do Mundo para Mulheres acontecerá entre os dias entre os dias 7 de junho e 7 de julho com 24 equipes em nove cidades diferentes na França. A transmissão será capitaneada pela TV Globo para os jogos do Brasil e pela SporTV nos demais confrontos. Diferente do que se esperava, a final acontecerá em Lyon e não em Paris, onde houve a disputa da final de 1998.

 

Foto de capa: Blog Somos Galoucura.

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