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Top 5 Curiosidades da Copa do Mundo de 1958

O Brasil finalmente é campeão mundial de futebol. Era a 1ª vez que uma seleção ganhava um título da Copa do Mundo fora de seu continente. O Mundial da Suécia foi o 1º receber cobertura televisiva internacional. Assim, o mundo conheceria Pelé. O Rei eternizaria a camisa 10. Bellini, o capitão do Brasil, eternizaria um gesto.

Veja o Top 5 Curiosidades da Copa do Mundo de 1958. Confira também os posts sobre as Copas de 1930, 1934, 1938, 1950 e 1954.

 

1) Reino Unido em peso

A Copa do Mundo de 1958 é a única a contar com todos os quatro países do Reino Unido: Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales. Foi a estreia dos norte-irlandeses e dos galeses. O País de Gales nunca mais voltou a disputar uma Copa do Mundo.

Obs: as quatro seleções foram colocadas no mesmo pote para sorteio, o que impedia que se enfrentassem já na fase de grupos.

 

2) A força do destino, o Rei com a 10.

Antes da Copa do Mundo, Pelé não era titular na cabeça do técnico Vicente Feola. Tanto que Pelé ficou de fora das duas primeiras partidas da seleção no torneio. Poucos no Brasil conheciam aquele garoto de 17 anos. Imagine no exterior.

Mas se ele era reserva, por que jogou a Copa do Mundo com a camisa 10? João Havelange, presidente da CBD, nomeou Paulo Machado de Carvalho para cuidar do futebol da entidade.

As funções de Dr. Paulo iam desde planos de vôo até a alimentação dos jogadores. Só que um “detalhe” passou despercebido: ele esqueceu de mandar a numeração dos jogadores à FIFA que então, de forma aleatória, definiu o font set dos convocados. Queria o destino que o Rei usasse a 10.

Pelé eternizou a camisa 10 na Copa do Mundo de 1958

A camisa 10  de Pelé na Copa do Mundo de 58

 

3) Tragédia e o fim do favoritismo inglês

A Inglaterra ERA uma das favoritas para conquistar a Copa do Mundo de 1958 (percebeu a ênfase na palavra “ERA”, né?) Em 8 de fevereiro daquele ano, quatro meses antes do início do torneio, um acidente vitimou 23 pessoas, sendo oito jogadores do Manchester United, dois deles (Tommy Taylor e Duncan Edwards) titulares absolutos da seleção inglesa.

Os Diabos Vermelhos voltavam de um jogo em Belgrado, Iugoslávia, contra o Estrela Vermelha pela Taça dos Campeões – atual UEFA Champions League. O avião que trazia a delegação fez escala em Munique, na Alemanha. De lá, já havia tentado levantar voo em duas oportunidades, mas não conseguiu devido à neve que caiu na pista. Na terceira tentativa, a aeronave se chocou contra uma casa desabitada.

O avião levava ao todo 44 pessoas. Além dos jogadores, jornalistas e membros do staff do United faleceram no acidente. Entre os sobreviventes, estava Bobby Charlton, reserva da Inglaterra em 1958, e campeão da Copa do Mundo de 1966.

Obs: a Inglaterra foi eliminada ainda na Fase de Grupos com três empates e uma derrota. Um dos empates foi com a seleção brasileira, 0×0, o primeiro jogo sem gols das histórias das Copas do Mundo.

 

Yashin - luvas e boina na Copa do Mundo de 58

Yashin – luvas e boina na Copa do Mundo de 58

4) Lançando moda

Alguns goleiros já haviam jogado com luvas, mas nunca em Copas do Mundo. Coube a Lev Yashin, da União Soviética, essa honraria.

Mas não era apenas os acessórios que garantiam visibilidade ao Aranha Negra, como também era conhecido.

Yashin aliava reflexo e agilidade. Fazia milagres com defesas espetaculares. Não bastasse, ele reinventou a posição em que atuava.

Foi o goleiro pioneiro a sair de debaixo das traves para interceptar cruzamentos e antecipar os atacantes, um verdadeiro dono da grande área.

Hoje, o melhor goleiro de Copa do Mundo leva pra casa o prêmio Luva de Ouro, anteriormente denominado Prêmio Lev Yashin.

 

5) Gesto eternizado

Bellini, o capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1958, recebeu a Taça Jules Rimet das mãos do rei da Suécia Gustav VI Adolf. Uma multidão de fotógrafos chamavam Bellini para fazer uma boa imagem dele com a taça. Solidário, levantou o caneco. A foto rodou o mundo e “sem querer querendo” ele eternizou um gesto repetido pelos campeões do futebol.

 

Fonte: O mundo das Copas, de Lycio Vellozo Ribas

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Gabriel Godoy

Jornalista; frustrou-se na tentativa de ser um jogador profissional; peladeiro; apaixonado por futebol de campo, de rua, de botão, de vídeo-game...

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