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Top 5 Curiosidades da Copa do Mundo de 70

O fator Olimpíadas. Nova bola. Mudanças na regra. Os gols que Pelé não fez. O Jogo do Século e a goleada na final.

Confira o Top 5 Curiosidades da Copa do Mundo de 70. Leia também sobre outras Copas: 1930, 1934, 1938, 1950, 19541958, 1962 e 1966.

 

1) Dobradinha

México e Argentina eram os candidatos a receber a Copa do Mundo de 70. O país norte-americano sofria restrições de seleções europeias por conta da altitude de seus estádios. Porém, o momento econômico aliado ao fato de que o México já se programava para receber os Jogos Olímpicos de 1968, pesaram na decisão e em 1964 o país foi oficializado como a sede do Mundial. Com capacidade para mais de 100 mil espectadores, o Estádio Azteca seria o palco principal do torneio.

 

2) A bola

Um novo padrão de bola foi adotado para a Copa do Mundo de 70. A Telstar, fabricada pela Adidas, mantinha melhor a esfericidade do “brinquedo”. O design também trouxe novidades: o xadrez com os pentágonos pretos e hexágonos brancos substituía o modelo anterior de couro todo marrom.

 

3) Regra 3

O formato da tabela era o mesmo das Copas anteriores: as seleções seriam distribuídas em quatro grupos e as duas primeiras avançariam às quartas-de-final.

No entanto, os cartões amarelos e vermelhos (não houve expulsão) e a regra três (substituição de jogadores titulares – na época, apenas duas por equipe) passaram a vigorar no torneio, o primeiro transmitido via satélite e a cores para todo o planeta.

 

4) Os deuses do futebol quiseram assim…

A Copa do Mundo de 70 ficou marcada por lances inesquecíveis, entre eles os gols que Pelé não fez. Na fase inicial, o craque percebeu o goleiro da Tchecoslováquia adiantado e chutou do meio-de-campo, a bola passou rente à trave. Ainda na primeira fase, contra a Inglaterra, o Rei cabeceia e Gordon Banks faz a defesa considerada a mais bonita da história dos mundiais. Na semifinal contra o Uruguai, o camisa 10 por pouco não fez dois golaços históricos. No primeiro, pega reposição de Mazurkiewicz, que se recupera e segura firme. No último, dá um drible de corpo no goleiro e chuta a centímetros da trave.

 

5) O Jogo do Século e a Despedida do Rei

A semifinal entre Itália e Alemanha Ocidental ficou conhecida como “O Jogo do Século”. Após 1×1 no tempo normal, a Azzurra levou a melhor na prorrogação: 4×3. Beckenbauer, o craque da Alemanha, deslocou o ombro e jogou toda a prorrogação com uma tipoia já que sua seleção já havia estourado o limite de duas substituições.

Na final, a Itália não suportou a seleção brasileira, uma das melhores de todos os tempos e foi goleada na final por 4×1. Foi o último jogo internacional de Pelé, o único jogador a ser campeão de três Copas do Mundo (1958, 1962 e 1970). O Brasil ficou com a posse definitiva da Taça Jules Rimet – A taça seria roubada em 1983 e supostamente derretida para a venda do ouro.

Veja o gol do título marcado por Carlos Alberto Torres em animação stop motion.

 

Fonte: O mundo das Copas, de Lycio Vellozo Ribas

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Gabriel Godoy

Jornalista; frustrou-se na tentativa de ser um jogador profissional; peladeiro; apaixonado por futebol de campo, de rua, de botão, de vídeo-game...

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